— edição Business —

Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.

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As principais notícias de hoje são:

💇‍♂️ Depois do Ozempic, Novo Nordisk mira a calvície.

👓 A Meta quer colocar o Muse em todo lugar.

📺 O YouTube quer montar um feed só seu.

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Tempo de leitura: 5,42 minutos.
Escrito por: André H., Anna Luiza G., Gabriel B., Gabriel F. e Gabriel G.

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HISTÓRIA DO DIA

Imagem: Reddit | Reprodução

Neste dia, em 1989, a Sony, fundada em Tóquio, anunciou a compra da Columbia Pictures, por US$ 3,4 bilhões. O negócio marcou sua transformação de fabricante de eletrônicos em gigante do entretenimento, reunindo tecnologia, cinema e conteúdo sob o mesmo grupo.

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SAÚDE E EDUCAÇÃO

Depois do Ozempic, Novo Nordisk mira a calvície

Imagem: MedWatch | Reprodução

💇‍♂️ De olho nos fios. Sim, o homem acima é o CEO da Novo Nordisk. A fabricante do Ozempic e do Wegovy estuda entrar no mercado de tratamentos contra a queda de cabelo. A empresa vê espaço para usar sua experiência com hormônios, já que parte das pesquisas sobre calvície passa pela endocrinologia.

  • No detalhe… A calvície hereditária afeta cerca de 80 milhões de pessoas só nos Estados Unidos, mas as opções de tratamento ainda são limitadas e giram, principalmente, em torno de minoxidil e finasterida. Agora, a Novo quer se juntar a outras alternativas já em estudo: empresas como Cosmo, Veradermics e Absci, por exemplo, estão testando soluções tópicas, comprimidos e até uma injeção.

Para a Novo, a oportunidade chega em boa hora. A companhia perdeu para a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, a liderança no mercado de obesidade e ainda depende fortemente dos segmentos de diabetes e controle de peso – que respondem por 94% de suas vendas. Ao mesmo tempo, as patentes de Ozempic e Wegovy começam a expirar nos EUA e na Europa no início da próxima década, aumentando a pressão por novas fontes de receita.

Quadro geral: A calvície é apenas uma das áreas que a Novo avalia para crescer além das canetas emagrecedoras. A empresa também estuda tratamentos para menopausa e dependência, enquanto a Lilly busca oportunidades em saúde da mulher.

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O Vale do Silício quer aposentar a faculdade

Imagem: Gizmodo | Reprodução

🎓 Diploma em xeque. A Andreessen Horowitz, um dos maiores fundos de venture capital do Vale do Silício, está por trás da Horowitz Andreessen Academy – uma escola que pretende ser uma alternativa às universidades tradicionais. Recentemente, o projeto captou US$ 42 milhões e abrirá sua primeira turma, com cerca de 50 alunos, em São Francisco, em 2027.

  • Como vai funcionar? A proposta é trocar boa parte das aulas tradicionais por projetos, cursos curtos e experiências práticas em empresas. Entre 75% e 80% do tempo será dedicado a construir produtos ou tirar ideias do papel e os alunos poderão trabalhar com parceiros como Anthropic, Google, Meta, Nvidia e OpenAI. A escola define a proposta como uma educação “nativa em IA”.

E quanto custa? A primeira turma, em 2027, fará um programa gratuito de um ano. Já a partir de 2028, a academia pretende lançar um curso de dois anos, com valores estimados entre US$ 60 mil e US$ 90 mil anuais – faixa semelhante à de universidades privadas de elite nos EUA. Para se ter ideia, Stanford cobra US$ 67 mil anuais só em mensalidade, enquanto o custo total de algumas das principais instituições já supera US$ 100 mil por ano.

Quadro geral: A ideia faz parte de um movimento maior do Vale do Silício para criar caminhos alternativos à faculdade. A Thiel Fellowship, por exemplo, oferece US$ 250 mil a jovens que deixam os estudos para empreender, enquanto a Palantir possui um programa que seleciona candidatos pelo que já construíram na prática – e não por notas ou diplomas.

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TECNOLOGIA E CONSUMO

A Meta quer colocar o Muse em todo lugar

Imagem: Dezeen | Reprodução

👓 IA para vestir. A Meta apresentou uma série de novidades no Meta Connect, seu evento anual de tecnologia. A ideia é levar o Muse, o agente de IA da empresa, para além do celular e do computador. Para isso, a companhia anunciou novos óculos inteligentes, um aparelho de bolso e até óculos de realidade virtual cinco vezes mais leves que o Meta Quest 3.

  • No detalhe… Entre os lançamentos, está o Ray-Ban Meta Audio, o primeiro modelo da parceria sem câmera. Ele custa a partir de US$ 349, tem até 12 horas de bateria e permite ouvir música e fazer chamadas. A Meta ainda atualizou o Ray-Ban tradicional, que agora grava vídeos em 3K. Nos próximos meses, o Muse também será integrado aos óculos da empresa.

E teve até um “Tamagotchi” com IA. O Muse Charm é um pequeno aparelho que cabe no bolso e permite conversar diretamente com o Muse, sem precisar abrir um aplicativo no celular. Ele tem tela própria, conexão 5G e mostra um personagem virtual personalizável. A previsão é que chegue ao mercado até o fim do ano – veja na prática.

Quadro geral: A Meta quer transformar o Muse em um assistente que acompanhe o usuário ao longo do dia e funcione em diferentes aparelhos. Ao criar essa experiência própria, a empresa também ganha um canal direto para distribuir sua IA, sem depender tanto dos sistemas da Apple e do Google. Zuckerberg acredita que o Muse poderá se tornar uma “superinteligência pessoal” usada por bilhões de pessoas.

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A Vogue colocou robôs na passarela

Imagem: Reason Why | Reprodução

🤖 Robô fashion. A Vogue levou quatro robôs humanoides da empresa chinesa Unitree para a passarela do Vogue World, em Milão. As máquinas apareceram durante o ato “The Age of Intelligence”, dedicado à relação entre tecnologia e criatividade, e caminharam ao som de “L’Amour Toujours”.

  • A ideia, porém, dividiu opiniões. Os robôs dançaram, acenaram para o público e até fizeram movimentos para incentivar aplausos – mas parte da plateia criticou a apresentação. A reação de Alessandro Michele, diretor criativo da Valentino, enquanto assistia ao desfile, também viralizou (o rapaz de boné verde neste vídeo). Para alguns, as máquinas chamaram mais atenção do que as próprias roupas.

Olhando para trás… A mistura não é inédita. Em 1999, Alexander McQueen colocou dois braços robóticos para pintar o vestido usado pela modelo Shalom Harlow durante um desfile. Mais recentemente, a Coperni levou cães-robôs à passarela de Paris, enquanto humanoides também já apareceram na Semana de Moda de Seul.

Quadro geral: A aproximação entre moda e tecnologia deve continuar. O Vogue World de Milão teve apoio de Meta Glasses e OpenAI – e a próxima edição acontecerá, justamente, em São Francisco. O desafio é fazer a tecnologia entrar na passarela sem roubar a cena da própria moda...

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MÍDIA E ENTRETENIMENTO

O YouTube quer montar um feed só seu

Imagem: Axios | Reprodução

📺 Sob medida. O YouTube anunciou uma série de novidades para deixar sua plataforma mais personalizada e ampliar o uso de IA. Entre elas, estão os Custom Feeds, que permitirão criar abas na página inicial de acordo com interesses, rotina e até humor, além de uma versão mais avançada do Ask YouTube, capaz de responder a perguntas sobre vídeos e comparar produtos.

  • Na prática… Será possível pedir, por exemplo, documentários para assistir à noite ou podcasts para uma viagem de 30 minutos – e o feed será atualizado automaticamente. No YouTube Music, o Gemini também ganhará um botão próprio para criar playlists, encontrar músicas e podcasts ou descobrir novos artistas a partir de comandos de texto e voz.

Para quem cria conteúdo, a IA também ganhará mais espaço. No Shorts e no YouTube Create, um assistente de IA permitirá cortar pausas, reorganizar trechos e sincronizar músicas com a batida a partir de comandos. Já o Studio poderá gerar miniaturas e testar até três versões de um mesmo vídeo para comparar o desempenho. Nas lives, o YouTube também começará a testar, em 2027, uma dublagem automática que traduz a fala em tempo real.

Quadro geral: O YouTube está levando IA para praticamente todas as etapas da plataforma – da descoberta à criação de vídeos – e também reforçando sua frente de comércio. No Brasil, o programa de afiliados do YouTube Shopping passará a permitir que criadores marquem produtos da Amazon diretamente em vídeos. No fim, a ideia é fazer o usuário pesquisar, assistir, criar e até comprar sem precisar sair do YouTube.

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A nova disputa das plataformas é ao vivo

Imagem: YouTube | Reprodução

🎤 Festival garantido. Além das novidades acima, na semana passada, o YouTube também renovou os direitos exclusivos de transmissão do Coachella até 2030 – prolongando uma parceria que completará 15 anos em 2027. A plataforma continuará transmitindo gratuitamente, ao vivo, todos os palcos do festival para milhões de pessoas ao redor do mundo.

  • A edição deste ano, com nomes como Sabrina Carpenter, Justin Bieber e Karol G, tornou-se a transmissão do Coachella mais assistida da história do YouTube. Ao longo dos anos, a plataforma também ampliou a cobertura e adicionou recursos como o multiview, que permite acompanhar vários palcos ao mesmo tempo.

Por trás do business: Para os artistas, o Coachella também virou uma grande vitrine global. Karol G, por exemplo, chegou a gastar três vezes mais do que recebeu pelo show, tratando a apresentação como um investimento na própria imagem. Com milhões de pessoas assistindo de casa, o festival ajuda a divulgar músicas, turnês e marcas muito além do público presente no evento.

Quadro geral: O Coachella faz parte de uma disputa cada vez maior pelos eventos ao vivo. O próprio YouTube já transmitiu um jogo da NFL, em São Paulo, e terá os direitos do Oscar a partir de 2029. Na concorrência, a Netflix reforça a aposta com NFL e WWE, a Amazon reúne grandes ligas esportivas no Prime Video e a Apple aposta em MLS, Fórmula 1 e MLB. Aos poucos, as plataformas digitais estão “retornando” à TV tradicional…

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NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎

Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção.

  • 🏢 Um giga de ambição. Anthropic negocia aluguel de data centers com capacidade de até 1 GW.

  • 🏭 Automação milionária. Amazon investirá mais de US$ 100 milhões em nova fábrica de robótica, em Indiana.

  • 💳 Sotaque brasileiro. Brasil tem 5 CEOs em lista dos 100 maiores líderes globais de fintechs.

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Imagem: RadarFin | Divulgação

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