
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
🍎 Apple planeja três novos produtos com IA e câmeras integradas.
🏈 Gigante campeão do Super Bowl está oficialmente à venda na NFL.
🎶 Google adiciona gerador de músicas ao Gemini e amplia portfólio de IA.
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Tempo de leitura: 5,17 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Clara Vasconcelos, Gabriel Branco e Gabriel Fraga.
PARA AVALIAR O IMPACTO 💭
Apple planeja três novos produtos com IA e câmeras integradas

Imagem: Fast Company | Reprodução
IA para vestir. A Apple quer levar a inteligência artificial para além do iPhone – e dar à Siri, sua assistente de voz, algo que sempre faltou: a capacidade de entender o mundo ao redor.
Na última semana, foi divulgado que a empresa está desenvolvendo três dispositivos com câmera para ajudar a Siri a “ver” e a entender o ambiente:
👓 Óculos inteligentes: A aposta mais premium. Seria um “companheiro de IA” ao longo do dia, sem tela, mas com duas câmeras, microfones e alto-falantes.
📎 Pingente com câmera: Um acessório preso à roupa, como extensão do iPhone. Viraria os “olhos e ouvidos” do aparelho, com câmera e microfone para comandos de voz.
🎧 AirPods com câmera: Os fones ganhariam sensores visuais para a IA interpretar o que acontece ao redor e dar sugestões diretamente no ouvido do usuário.
O pano de fundo é competitivo. Os óculos Ray-Ban Meta – da Ray-Ban em parceria com a Meta – venderam mais de 7 milhões de unidades em 2025. Do outro lado, a OpenAI, dona do ChatGPT, se aliou a Jony Ive (ex-chefe de design da Apple) para também criar dispositivos.
E a Apple chega nessa corrida com cicatrizes recentes: o Vision Pro (seu headset de realidade mista) ficou abaixo do esperado, com apenas 45 mil unidades vendidas no último trimestre de 2025.
Quadro geral: O mercado de wearables com IA (relógios, fones, anéis e outros acessórios) pode ultrapassar US$ 310 bilhões até 2033. A próxima grande interface pode estar no corpo – e a Apple quer marcar presença.
CONSUMO E VAREJO

Imagem: Jornal de Pernambuco | Reprodução
🏬 Gigante do interior. A Havan, rede brasileira de “megalojas” que vende de roupas a eletrodomésticos, fechou 2025 com um faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões – alta anual de 16,1%. Já o lucro foi de R$ 3,4 bilhões, também o maior da história.
Segundo o fundador, Luciano Hang (apelidado de “Véio da Havan”), o avanço veio, principalmente, de volume. As vendas nas mesmas lojas subiram 14%. Já a expansão teve peso menor: foram sete aberturas de lojas no ano passado, sendo seis no 4º tri, com impacto pequeno no faturamento de 2025.
Hoje, a Havan soma 184 lojas, com praças de alimentação e estacionamento gratuito, e virou o “shopping” de muitas cidades do interior. Em 2025, o tráfego nas unidades chegou a 190 milhões de visitas, alta de 7% vs. 2024. O tíquete médio subiu 8,3% e foi de R$ 275.
Mas como nem tudo são flores… O crescimento veio com pressão na rentabilidade. A margem bruta caiu de 40,9% em 2024 para 38,9% em 2025. Hang atribuiu a queda à alta do dólar e do frete, que pressionou o custo das mercadorias vendidas.
✽✽✽
🍦 Fora do foco. A Nestlé afirmou que está em “negociações avançadas” para vender suas marcas de sorvete e concentrar esforços nas áreas que considera mais estratégicas e rentáveis, como café, produtos para pets, alimentos e snacks. O comprador mais provável é a Froneri – joint venture criada em 2016 pela própria Nestlé. Segundo o CEO Philipp Navratil, o negócio de sorvetes é “forte, mas pequeno e uma distração”.
Contextualizando… Em 2019, a Nestlé já havia vendido parte da sua operação de sorvetes nos EUA para a Froneri, por US$ 4 bilhões, incluindo marcas como Häagen-Dazs. Agora, o restante do negócio está avaliado em US$ 1,3 bilhão.
O movimento é setorial. No fim de 2025, a Unilever também separou sua divisão de sorvetes – dona de marcas como Ben & Jerry’s e Magnum –, criando uma nova empresa avaliada, na época, em US$ 9,3 bilhões. A lógica é parecida: simplificar o portfólio e alocar capital no que dá mais retorno.
Quando geral: Nos EUA, o consumo per capita de sorvete caiu cerca de 30% desde 1975. E os GLP-1 (Ozempic, Mounjaro, Wegovy) aceleraram a mudança: mais de 16 milhões de americanos usam esses remédios – o que “esfria” categorias como doces e sorvetes.
ESPORTES E LUXO

Imagem: Columbia Herald | Reprodução
🏈 Bastidores do esporte. Dez dias após levantar o troféu do Super Bowl, o Seattle Seahawks foi colocado oficialmente à venda – um movimento que pode gerar a transação mais cara da história da NFL. Avaliado em US$ 6,7 bilhões pela Forbes, o time pode superar o recorde de US$ 6,05 bilhões pagos pelo Washington Commanders, em 2023.
Contextualizando… A decisão segue o testamento de Paul Allen, cofundador da Microsoft e dono da franquia desde 1997. Allen determinou que seus ativos esportivos fossem vendidos – incluindo também o Portland Trail Blazers, da NBA – e que a receita fosse destinada à filantropia. Ele faleceu em 2018.
O processo de venda do Seahawks deve durar toda a offseason da NFL – período fora da temporada regular, quando não há jogos e os times se dedicam a decisões administrativas – e precisará da aprovação final dos demais proprietários da liga.
“E vale a pena comprar um time de futebol americano, Daily Fin?” Allen comprou o Seahawks por R$ 390 milhões (valor já ajustado pela inflação). Se a franquia for vendida por US$ 6,7 bilhões, o retorno ultrapassará 1.600% – no mesmo período, o S&P 500 rendeu pouco mais de 790%.
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⌚ Tempo é dinheiro. Em meio a preços cada vez mais altos, a alta relojoaria nunca atraiu tantos criminosos. Em 2025, 10 mil peças foram adicionadas à plataforma The Watch Register – um banco de dados global com o número de série de relógios de luxo roubados ou desaparecidos. O número representa, em média, um relógio roubado por hora, uma alta de 30% sobre o ano anterior.
Desde 2017, o sistema já catalogou 114 mil peças, somando £1,7 bilhão em valor. Entre as 850 marcas registradas, a mais visada é a Rolex, com 51% das ocorrências em 2025.
Por trás da escalada, está a valorização dos modelos – que chegou a 550% desde 2010 – e o boom do mercado de relógios usados. Nos últimos anos, grandes casas passaram a estimular programas de revenda para proteger a imagem das marcas e manter o valor dos produtos, em resposta ao mercado bilionário de falsificações.
Avaliado em US$ 24 bilhões em 2023, o mercado de seminovos deve saltar para US$ 45 bilhões até 2030 – e só a Rolex faturou mais de US$ 500 milhões em 2025 com seu programa de relógios de 2ª mão.
TECNOLOGIA

Imagem: OfficeChai | Reprodução
🎶 IA afinada. O Google deu mais um salto no seu portfólio de IA e adicionou ao Gemini um gerador de músicas baseado no modelo Google DeepMind Lyria 3. O recurso é capaz de transformar simples descrições em faixas de 30 segundos – com melodia, letra e até capa personalizada.
É só pedir algo como “um rap que mostra como ler o Daily Fin te deixa mais inteligente” e o app faz o resto. Sim, nossa equipe testou – escute aqui um rap e um sertanejo que fizemos para nosso jornal, rs.
Além de criar músicas a partir de texto, também dá para enviar fotos ou vídeos e deixar a IA compor uma trilha que combine com o contexto da imagem. É possível ainda pedir um tema e testar diferentes gêneros musicais (veja aqui).
Para evitar confusões e proteger artistas “reais”, todas as faixas recebem a marca d’água SynthID – e o próprio Gemini consegue identificar se um áudio é gerado por IA.
🎶 Quadro geral: A novidade reforça o ecossistema criativo do Google, que já inclui o gerador de fotos Nano Banana e o modelo de vídeo Veo 3, consolidando a empresa na corrida da IA generativa multimodal.
✽✽✽
🚽 Descarga inteligente. A japonesa Toto, famosa por seus vasos sanitários high-tech, assentos aquecidos e bidês, provou que até uma empresa de privadas pode surfar a onda da IA.
A virada veio graças à sua expertise em cerâmica. Desde os anos 80, a Toto fabrica uma tecnologia de fixação chamada “electrostatic chucks”, que usa cerâmica para manter a estabilidade estrutural de suas privadas mesmo em temperaturas extremamente baixas.
Com a explosão da demanda por chips de IA, a empresa descobriu que seus componentes de cerâmica também são usados na fabricação de semicondutores.
📊 Falando de números:
O “novo” negócio já representa 42% do lucro operacional da empresa e suas ações subiram cerca de 60% nos últimos 12 meses.
O mercado de privadas inteligentes gira em torno de US$ 9 a US$ 10 bilhões. Já o de cerâmicas para semicondutores pode chegar a US$ 57 bilhões.
Curiosidade final: A Ajinomoto, conhecida por temperos, domina 95% de um insumo essencial para chips. Já a gigante de cosméticos Kao Corp fabrica produtos químicos para higienizar wafers de silício. E sua empresa? Já descobriu como pode surfar o boom da IA?
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção:
📸 Filtro bilionário. Receita anual recorrente do Snap atinge US$ 1 bilhão e número de assinantes ultrapassa 25 milhões.
🤖 Supermáquina brasileira. USP inaugura maior cluster de IA da América Latina com 96 GPUs Blackwell B200 da Nvidia.
⌚ Ritmo acelerado. Garmin registra receita recorde em todos os segmentos e vendas de US$ 7,3 bilhões em 2025.
🦴 Cirurgia bilionária. J&J avalia vender sua unidade de ortopedia por mais de US$ 20 bilhões.
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RadarFin | Divulgação
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