
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
🎢 ‘Monstro giratório’ quebrará 6 recordes mundiais.
🛞 Ferrari elétrica ‘cala’ críticos e bate meta de 2026.
📚 A IA está destruindo livros?
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Tempo de leitura: 5,09 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Gabriel Branco, Gabriel Fraga e Gabriel Galantini.
HISTÓRIA DO DIA

Imagem: RadarFin | Reprodução
Neste dia, em 1955, teve início a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. Em um congresso em Copenhague, o cientista Leonid Sedov anunciou que a União Soviética também lançaria um satélite artificial, quatro dias após os Estados Unidos revelarem um plano semelhante.
ENTRETENIMENTO E MÍDIA
‘Monstro giratório’ quebrará 6 recordes mundiais

Imagem: Coaster101 | Reprodução
🎢 Serpente à solta. O Six Flags Great Adventure, parque de diversões em Nova Jersey, revelou a Bakunawa, montanha-russa inspirada em uma serpente marinha da mitologia filipina – que, segundo a lenda, saía do mar para devorar a Lua. Prevista para 2027, a atração promete quebrar 6 recordes mundiais (veja todos aqui).
O que você precisa saber?
A experiência começa com uma subida vertical de 90 graus. No topo, o trem faz uma curva de 180 graus e, conforme a rotação, o passageiro pode estar olhando para o céu, para o chão ou para o horizonte antes de “despencar” – veja. Depois, repete o trajeto em marcha ré.
A altura máxima é de 116 metros – equivalente a um prédio de 38 andares –, enquanto a velocidade chega a 160 km/h.
O trajeto possui 964 metros de extensão, percorridos em 2 minutos e 17 segundos.
Cada trem carrega 2 carros com 20 passageiros cada, com assentos que giram livremente.
Por trás do business: A Bakunawa será a principal novidade da reformulação do parque e ocupará o terreno vizinho ao da lendária Kingda Ka – demolida em 2025 após quase 20 anos como a montanha-russa mais alta do mundo.
✽✽✽
HBO Max entra na onda dos vídeos curtos

Imagem: MacMagazine | Reprodução
📱 Scroll no streaming. A HBO Max anunciou o Shorts, um feed vertical com trailers, cenas e conteúdos extras de filmes, séries e documentários. Personalizado de acordo com o histórico do usuário, o recurso permite tocar em um trecho para abrir o título completo, adicioná-lo à lista ou compartilhá-lo.
A ideia é combater um problema “clássico” do streaming – o “paradoxo da escolha”. Com catálogos gigantes, muitos assinantes desistem antes de encontrar algo para assistir. Ao trazer a descoberta rápida do TikTok, a HBO Max tenta manter o usuário engajado dentro do seu ecossistema.
Mas a tendência vai além… Outras plataformas também estão incorporando vídeos curtos aos seus aplicativos. A Netflix passou a exibir produções de 3 a 20 minutos de veículos como Condé Nast, Variety e Rolling Stone (relembre). Já o Disney+ lançou, em março, o Verts, com clipes verticais de seu catálogo centenário – incluindo planos para incorporar conteúdo de criadores externos.
Quadro geral: Enquanto TikTok e YouTube aproximam-se da TV com vídeos longos e transmissões ao vivo, os streamings seguem o caminho oposto, encurtando formatos e adotando interfaces de redes sociais. No fim, todos disputam o mesmo recurso: sua atenção.
CONSUMO E VAREJO
Ferrari elétrica ‘cala’ críticos e bate meta de 2026

Imagem: Fuel Cells | Reprodução
🛞 “Os cães ladram, a caravana passa”. Há dois meses, quando a Ferrari apresentou o Luce – seu primeiro modelo 100% elétrico –, críticos invadiram as redes sociais. A ausência do tradicional “ronco” do motor, considerado a “alma” da marca, e o visual visto como “genérico” estiveram entre as principais reclamações. Como reflexo, as ações caíram -8,3% em Milão no dia do anúncio.
Dois meses depois… A montadora já vendeu as 500 unidades previstas para 2026, a € 550 mil cada. A procura veio, principalmente, da China e de empresários americanos do setor de tecnologia. O primeiro Luce produzido ainda será leiloado na Califórnia, com lance estimado em mais de US$ 1,1 milhão e renda destinada à filantropia.
Por trás do business: A Ferrari funciona como uma espécie de “clube exclusivo”: os clientes compram modelos de entrada até conquistar acesso aos carros mais disputados. Por isso, o Luce foi oferecido apenas aos compradores mais “graduados”. Ao mesmo tempo, os vendedores foram orientados a evitar clientes tradicionais e resistentes aos elétricos – sinal de que a Ferrari também quer atrair um novo público.
O modelo, desenhado pelo “pai do iPhone”, Jony Ive, faz parte do plano da Ferrari de ter 20% do portfólio eletrificado até 2030, com meta de vender 2.500 unidades do Luce no acumulado. A ver…
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On quer vestir o brasileiro dos pés à cabeça

Imagem: On | Divulgação
👟 Passo completo. A suíça On inaugurou sua primeira loja própria no Brasil, um espaço de 205 m² no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Conhecida pelos tênis que ganharam espaço entre corredores e consumidores de alta renda, a companhia agora quer ampliar as vendas de roupas e acessórios, mostrando que pode vestir o brasileiro “da cabeça aos pés”.
No detalhe… A segunda loja será aberta no MorumbiShopping, em São Paulo, e uma terceira chegará ao Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, até o fim do ano. A On prevê menos de dez unidades no país até 2030. O Brasil já é um de seus três maiores mercados de e-commerce, lidera o crescimento nas Américas e deve encerrar o ano acima dos 23% projetados globalmente.
E por que começar por São Paulo? A On buscava uma cidade influente e com comunidades esportivas consolidadas. As lojas também fazem referências à arquitetura local: a unidade do JK Iguatemi foi inspirada no Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi, enquanto a do MorumbiShopping terá elementos do Edifício Copan, de Niemeyer.
Quadro geral: A On está se tornando uma espécie de “Apple dos tênis”, combinando produtos premium, design exclusivo e tecnologias próprias. Fundada em 2010, a marca já atua em 80 países, brigando com gigantes como Nike, Adidas e Puma.
TECNOLOGIA E SERVIÇOS
A IA está destruindo livros?

Imagem: Fast Company | Reprodução
📚 Leitura sem volta. Empresas de inteligência artificial estão comprando livros físicos em grandes quantidades para treinar seus modelos de linguagem. Depois da compra, os livros são desmontados e digitalizados, transformando seu conteúdo em dados usados no treinamento dos sistemas – e, com isso, muitos exemplares acabam destruídos no processo.
Por que isso? A preferência é por livros publicados antes da “explosão” da IA, quando praticamente todo o conteúdo ainda era produzido por humanos. Assim, as empresas evitam alimentar seus modelos com textos gerados por outras IAs, que podem conter erros, repetições e conteúdo de baixa qualidade.
O outro lado… A Anthropic, por exemplo, usava uma máquina de corte hidráulica para separar as páginas e escaneá-las em alta velocidade. O método acelera a digitalização, mas destrói o exemplar de forma irreversível. A prática preocupa livreiros e colecionadores, já que os lotes podem incluir obras antigas, raras, fora de catálogo ou com poucos exemplares ainda disponíveis.
Quadro geral: Mas há alternativas que preservam os materiais. Equipamentos como os da austríaca Treventus conseguem digitalizar livros frágeis e raros sem desmontá-los ou danificar as páginas. A tecnologia já é adotada por bibliotecas, universidades e instituições de preservação. Afinal, para construir o futuro, não é preciso destruir o passado.
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Seu delivery vai cair do céu?

Imagem: Axios | Reprodução
🚁 Pedido no ar. A DoorDash, plataforma americana de entregas e principal rival da Uber Eats, apresentou o DoorDash Air, sua nova operação de entregas por drones nos Estados Unidos. A companhia está desenvolvendo as próprias aeronaves e já recebeu autorização para operar comercialmente no país.
No detalhe… A operação começará com testes limitados, em trajetos curtos. Para realizar voos autônomos além da linha de visão dos operadores, a DoorDash ainda precisa de uma nova autorização. Até lá, seguirá trabalhando com Wing e Flytrex, que já fazem entregas por drones em algumas cidades.
Como funcionará? O DoorDash Air será integrado à rede da empresa, que já combina entregadores humanos e o Dot, um robô autônomo que circula por calçadas. O sistema avaliará distância, rota e o tipo de pedido para escolher o melhor meio de entrega. Os drones devem atender mais trajetos de 5 km a 8 km, que levam 25% mais tempo por terra.
Quadro geral: A DoorDash entra em uma corrida que já reúne gigantes do varejo. O Walmart pretende levar as entregas por drones a mais 150 lojas no próximo ano, enquanto a Amazon quer realizar 500 milhões de entregas aéreas por ano até 2030. No fim, a disputa é por reduzir o tempo e o custo – e aumentar a satisfação do cliente.
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
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Imagem: RadarFin | Divulgação
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