
— edição Business —
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Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
📹 GoPro demite 23% dos seus funcionários para cortar custos.
🏟️ Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras.
🍔 McDonald’s lança campanha com sanduíches temáticos da Copa do Mundo.
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Tempo de leitura: 6,56 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Clara Vasconcelos, Gabriel Branco e Gabriel Fraga.
PARA AVALIAR O IMPACTO 💭
GoPro demite 23% dos seus funcionários para cortar custos

Imagem: Gear Junkie | Reprodução
Turbulência empresarial. A GoPro, conhecida por popularizar câmeras portáteis para esportes e viagens, anunciou a demissão de 23% da sua força de trabalho, em mais uma tentativa de reduzir custos e reorganizar o negócio.
O anúncio é mais um capítulo da queda de uma empresa que já foi símbolo de inovação. Em 2014, a GoPro chegou perto dos US$ 10 bilhões em valor de mercado. Hoje, vale cerca de US$ 130 milhões – uma perda de quase 99%.
Contextualizando… A empresa surgiu da ideia de criar uma forma melhor de filmar a si mesmo e os amigos surfando. Depois, virou uma marca global de câmeras de ação e tentou expandir o negócio para além desse mercado, inclusive com drones.
Neste momento, porém, a estratégia começou a falhar. Seu drone Karma foi retirado do mercado após falhas em voo. Ao mesmo tempo, a GoPro passou a enfrentar mais concorrência de marcas como DJI e Insta360, além do avanço das câmeras dos celulares.
O impacto apareceu nos números. Em 2025, a receita caiu -19%, para US$ 652 milhões, e a GoPro fechou o ano com prejuízo líquido de US$ 93 milhões.
Agora, a companhia tenta se reinventar. Hoje, a GoPro permite que assinantes licenciem vídeos salvos na nuvem para treinar modelos de IA, com divisão de 50% da receita. Em dezembro, a empresa disse já ter reunido mais de 300 mil horas de conteúdo no programa.
E o movimento vai além… Globalmente, grandes empresas também estão promovendo cortes de funcionários e reestruturações. 💼
Na última semana, a Sony Pictures anunciou o corte de centenas de cargos, enquanto a Disney planeja cortar até 1 mil empregos, com foco na área de marketing. No Brasil, os Correios, em crise, informaram que cerca de 3 mil funcionários aderiram ao seu plano de demissão voluntária.
BRANDS
Humanos sintéticos, precisão de 99% em fábricas e expansão da Waymo
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Imagem: WIRED | Reprodução
🤖 Humano ou robô? Na semana passada, a Clone Robotics apresentou um plano ambicioso para lançar seus robôs humanoides com músculos artificiais. A meta é desenvolver, ainda neste ano, mãos com movimentos cirúrgicos e que imitam o grip humano. Em 2027, espera-se chegar a uma caminhada mais natural e, em 2028, a “robôs mordomos” em hotéis – tudo por menos de US$ 20 mil por unidade. O Protoclone V1, protótipo revelado no ano passado e exibido na foto acima, já traz mil “miofibras” artificiais e sensores para imitar movimentos reais – veja em detalhes neste vídeo.
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📦 Precisão robótica. Há uma semana, a startup Generalist apresentou o GEN-1, um modelo de IA criado para controlar máquinas e realizar tarefas físicas, com taxa de sucesso de 99%. Ele já consegue dobrar caixas, consertar aspiradores, embalar produtos e até lidar com imprevistos no meio do processo. O modelo é até 3x mais rápido que versões anteriores e foi treinado majoritariamente com dados e gestos humanos. Na prática, a IA está aprendendo a trabalhar com as próprias mãos…
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🚕 Mobilidade autônoma. Na última semana, a Waymo, subsidiária do Google, liberou as primeiras corridas públicas de seus robotáxis em Nashville, chegando à sua 11ª cidade de operação. A área inicial em Nashville cobre cerca de 155 km², incluindo pontos turísticos e regiões movimentadas. Hoje, a empresa já realiza cerca de 500 mil viagens por semana com uma frota de 3 mil carros – veja um gráfico do crescimento. Segundo dados internos, os veículos da empresa registram 13 vezes menos acidentes graves.
Entre promessas e realidade, o mercado de robótica já movimenta bilhões de dólares por ano: foram US$ 45 bilhões em 2024, com expectativa de chegar a US$ 110 bilhões até 2030. Esse avanço é puxado por três fatores: mão de obra industrial mais cara, robôs cada vez mais baratos e modelos de IA cada vez mais avançados.
Já imaginou investir nesse mercado em crescimento? Negociado na B3, o ETF Global BOTZ39, da gestora Global X, reúne empresas ligadas ao setor em um só lugar – de fabricantes de robôs industriais a companhias de visão computacional e sensores de precisão.
SERVIÇOS, ESPORTES E FINANÇAS

Imagem: GE | Reprodução
🟣 Nome valioso. O Nubank assumiu os naming rights do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em um acordo estimado em US$ 10 milhões por ano, cerca de R$ 51 milhões, até 2044.
Por trás do business: O novo acordo veio depois de o contrato anterior com a Allianz, assinado em 2014 e de R$ 15 milhões anuais, passar a ser visto como “defasado” diante do uso intenso da arena. Em 2025, o estádio recebeu 33 partidas oficiais e 33 shows – mais que qualquer outro estádio no mundo, reforçando seu peso no futebol e no entretenimento.
Com isso, o Nubank passa a ter o maior contrato de naming rights do futebol brasileiro. Hoje, o contrato do MorumBIS, estádio do São Paulo, equivale a cerca de R$ 25 milhões por ano. Já o da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, gira em torno de R$ 15 milhões anuais.
Ampliando a visão: O movimento acompanha a estratégia recente do “roxinho” de ampliar sua presença no esporte. No começo deste mês, o Nubank já tinha inaugurado o NuStadium, do Inter Miami, em um acordo de US$ 20 milhões por ano – o maior da MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos.
P.S.: A troca de nome da arena ainda terá participação do público. As opções colocadas em votação são: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank (vote aqui).
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🧠 Aposta em memes. O canadense Justin Jin, de apenas 19 anos, levantou US$ 1,2 milhão para a Giggles, sua startup de tecnologia que mistura a lógica de uma rede social com a de plataformas de apostas em previsões, como Polymarket e Kalshi.
A ideia é mais simples do que parece. O app funciona como um feed de vídeos curtos, similar ao TikTok. A diferença é que, em vez de apenas assistir aos conteúdos, o usuário também pode apostar em quais posts vão “bombar”.
Na prática, a proposta é transformar atenção em ativo. Pelo app, o usuário pode identificar cedo um meme, vídeo ou tendência e ganhar se esse conteúdo realmente viralizar. Por enquanto, isso acontece com pontos internos chamados “aura points”, mas o plano é permitir o uso de criptomoedas no futuro.
Por ora, o app só funciona por convite, mas a Giggles diz já ter 450 mil pessoas na fila de espera. No fim, a startup junta duas lógicas que já dominam a internet: o vício em redes sociais e a vontade de ganhar dinheiro com o que está em alta. 💭
CONSUMO E VAREJO

Imagem: Folha | Reprodução
🍔 Méqui em campo. A Copa do Mundo de 2026 está chegando e o McDonald’s já começou a disputar a atenção dos consumidores. Na última semana, a rede lançou as “Seleções do Méqui” – sua tradicional linha de sanduíches inspirados em países do torneio.
A “escalação” traz sete lanches representando Brasil, Argentina, Alemanha, México, França, Estados Unidos e Itália – que ficou de fora da Copa –, além de sobremesas temáticas e cafés para simbolizar o Canadá. O sanduíche brasileiro fica fixo no cardápio, enquanto os outros entram em rodízio, com um diferente a cada dia da semana.
Quadro geral: A parceria do Méqui com a FIFA já dura desde 1994, transformando a Copa do Mundo em um verdadeiro “ritual de consumo”. Para 2026, a campanha dos sanduíches será uma das maiores do ano do McDonald’s, com forte presença em TV, mídias digitais e ações temáticas.
No fim, os lanches especiais funcionam menos por um “efeito gourmet” e mais por três alavancas: levar mais gente às lojas, incentivar o uso do app e do programa de fidelidade e, principalmente, associar a marca ao clima da Copa no Brasil.
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⚡ Carregando a fome. A BYD fechou uma parceria com a rede KFC na China para criar estações de recarga ultrarrápidas nos drive-thrus dos restaurantes. A ideia é simples: enquanto o carro elétrico carrega – em até nove minutos, graças à nova bateria Blade –, o motorista pode:
Ler uma edição do Daily Fin;
Pedir uma refeição no KFC;
Fazer as duas coisas, já que ler uma edição nossa dura 5 minutos, rs.
O plano é criar uma “rede de drive-thrus integrados”: o motorista faz o pedido diretamente pela tela do carro, que também mostra onde ficam as unidades no caminho. Essa função será liberada aos poucos nos modelos da BYD.
Os dois lados da moeda: Para a BYD, a parceria ataca um dos principais obstáculos dos carros elétricos: a “ansiedade” de recarga. Transformar o tempo de espera em uma experiência útil e agradável pode reduzir a percepção de demora e incentivar a adoção dos EVs.
Para o KFC, a estratégia reforça a presença na China, um dos seus principais mercados consumidores. Hoje, a rede tem quase 13 mil lojas em mais de 2.500 cidades do país – que possui um mercado de fast-food avaliado em US$ 176 bilhões.
TECNOLOGIA

Imagem: Perplexity | Reprodução
🏦 Banco + IA. A Perplexity anunciou uma integração com a empresa Plaid que permite conectar contas bancárias, cartões de crédito, investimentos e empréstimos diretamente ao seu agente de IA. Na prática, a ideia é transformar a ferramenta em um “hub financeiro”, reunindo diferentes informações em um único lugar.
Entendendo… Com os dados conectados, o sistema é capaz de analisar gastos, calcular seu patrimônio e criar ferramentas personalizadas. O usuário também pode pedir tarefas como montar um orçamento mensal, traçar um plano para quitar dívidas ou verificar se está no caminho certo para a aposentadoria.
Quadro geral: Hoje, em média, as pessoas usam três aplicativos diferentes para gerenciar finanças. A proposta da Perplexity é trocar esse “Frankenstein financeiro” por um único painel inteligente – similar ao que a empresa já faz com chatbots de IA, unificando diversas soluções em um único agente.
A integração com a Plaid conecta mais de 12 mil instituições e funciona apenas em modo leitura – ou seja, a IA não pode movimentar seu dinheiro, fique tranquilo, rs. No fim, a IA está deixando de apenas responder perguntas para atuar em áreas cada vez mais amplas. 💭
✽✽✽
📱 A Apple vai dobrar. Após anos de rumores, a empresa deve apresentar seu primeiro iPhone dobrável em setembro deste ano, ao lado do iPhone 18 Pro e do 18 Pro Max. Na última semana, vazamentos de Sonny Dickson – famoso por antecipar protótipos da Apple e da Samsung – revelaram o que deve ser o design do novo aparelho (com tela mais ampla, em formato próximo ao de um tablet):

Imagem: MacRumors | Reprodução
Por trás do business: A proposta é oferecer uma experiência melhor para vídeos, jogos e multitarefa, com apps adaptados para funcionar de forma mais próxima ao iPad. O lançamento também faz parte de um plano maior da Apple para renovar o iPhone e disputar um segmento que Samsung e marcas chinesas já exploram há anos.
O curioso é que, para avançar nos celulares dobráveis, a Apple fechou um acordo de longo prazo com a própria Samsung – sim, sua rival – para fornecer as telas flexíveis, tecnologia que a empresa ainda não domina.
Quadro geral: Ainda assim, a oferta inicial deve ser limitada – o que, somado à melhora na qualidade de imagem e no brilho, ajuda a justificar o preço, que deve passar de US$ 2 mil (mais de R$ 10 mil).
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção.
🤖 Modo turbo. Receita mensal da Perplexity salta 50%, para US$ 450 milhões, com mudança para agentes de IA.
⚽ Conta pesada. Santos tem dívida de R$ 90,5 milhões com Neymar e coloca CT da base como garantia.
🚁 Rumo ao futuro. Protótipo de ‘carro voador’ da Embraer completa 50 voos de teste.
💰 Peso no bolso. Samsung sobe preços de celulares no Brasil em até 18,93% em meio à crise de chips.
PROGRAMA DE INDICAÇÃO
Quantas pessoas você conhece? Isso pode te render brindes…

RadarFin | Divulgação
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