
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
🟢 PicPay quebra jejum de IPOs brasileiros nos EUA.
🧱 Crocs faz parceria com Lego para tentar voltar à moda.
💸 Musk quer fundir a SpaceX com a xAI. Vem aí a X Corp?
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Tempo de leitura: 5,07 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Clara Vasconcelos, Gabriel Branco e Gabriel Fraga.
PARA AVALIAR O IMPACTO 💭
PicPay quebra jejum de IPOs brasileiros nos EUA

Imagem: Gazeta | Reprodução
Neve em Nova York, sino tocando na Nasdaq e um marco para o mercado brasileiro. Na última semana, o PicPay estreou na bolsa americana e se tornou a primeira empresa brasileira a fazer um IPO nos EUA desde o Nubank, em 2021.
A oferta foi disputada. A demanda pelas ações (sob o código PICS) superou em 12 vezes a quantidade disponível, garantindo à fintech uma captação total de US$ 490 milhões e um valor de mercado inicial de US$ 2,6 bilhões.
Os recursos serão destinados à expansão do negócio, com foco em crédito, seguros e novos produtos. A holding da família Batista – dona da JBS e controladora do PicPay – manteve 71% do capital após a operação.
📊 Em números… A abertura de capital ocorreu após uma tentativa frustrada em 2021, quando a empresa adiou os planos em meio à queima de caixa, que somou R$ 1,9 bilhão naquele ano.
Desde então, os resultados mudaram. Nos três primeiros trimestres de 2025, o PicPay registrou um lucro líquido de R$ 314 milhões, alta de 82% na comparação anual. Sua base já soma 65,6 milhões de clientes – a 8ª maior instituição financeira do Brasil em número de contas.
Por trás do business: Para analistas, a forte demanda indica que, apesar de episódios recentes no setor – como o caso do Banco Master –, não houve “contaminação de imagem”. O mercado separou as más histórias dos bons balanços.
Aproveitando a “janela”, o Agibank também lançou seu IPO em Nova York, buscando captar até US$ 830 milhões. A precificação está prevista para 10 de fevereiro.
CONSUMO E VAREJO

Imagem: Marketing-Interactive | Reprodução
🧱 Bloco nos pés. A LEGO e a Crocs uniram-se para lançar um novo modelo de sandália: o LEGO Brick Clog, inspirado nos blocos de montar da marca dinamarquesa. A ideia é misturar nostalgia, criatividade e moda, mirando fãs de todas as idades.
O lançamento acontecerá em 16 de fevereiro, por US$ 150 (cerca de R$ 780) – acima do preço tradicional da Crocs, entre US$ 35 e US$ 50. Isso porque o produto vem com acessórios e itens colecionáveis, incluindo um LEGO minifigure com mini-Crocs.
O que está por trás? A Crocs busca retomar o crescimento. Após o boom da pandemia – quando sua receita avançou 54% em 2022 –, a marca perdeu fôlego. Agora, aposta em parcerias com forte apelo cultural para voltar a gerar desejo.
Do lado da LEGO, o momento é positivo. A empresa registrou receita recorde em 2024 e está investindo em novas fábricas e avançando no digital. A parceria segue a mesma lógica da colaboração recente com a Nike: usar a força da marca para criar novas fontes de receita fora dos brinquedos.
Ficou curioso? Veja 10 collabs históricas da Crocs.
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🛍️ Expansão acelerada. A varejista sueca H&M anunciou que abrirá sete novas lojas no Brasil ainda em 2026, reforçando sua aposta no mercado nacional. Do total, cinco unidades já haviam sido anunciadas no ano passado e duas foram confirmadas agora – mas ainda sem local definido.
O movimento ocorre poucos meses após a estreia da marca no país. A H&M chegou ao Brasil em agosto de 2025, com sua primeira loja no Iguatemi São Paulo. Em seguida, abriu unidades nos shoppings Anália Franco e Morumbi, também na capital paulista, e no Parque Dom Pedro, em Campinas.
Para este ano, o plano já inclui duas lojas no Rio de Janeiro, duas no Rio Grande do Sul e uma em Sorocaba. Em paralelo, a empresa segue sua expansão internacional, com entrada no Paraguai, uma loja franqueada em Malta e operações online na Ucrânia.
Caso não conheça… Fundada em 1947, na Suécia, a H&M é uma rede global de moda presente em mais de 79 países, com quase 145 mil funcionários. Um dos seus pontos fortes são as colaborações com grandes designers, como Karl Lagerfeld e Versace.
SERVIÇOS E FINANÇAS

Imagem: Brazil Journal | Reprodução
💸 Bilhões no radar. Elon Musk pode bater um novo recorde: liderar o maior IPO da história negociando, na prática, consigo mesmo. A ideia, segundo fontes, é unir SpaceX e xAI em uma única estrutura e levar o grupo à bolsa.
A oferta pode levantar até US$ 50 bilhões e avaliar o grupo em mais de US$ 1,5 trilhão – acima do recorde da Saudi Aramco, em 2019, que captou US$ 29 bilhões.
Os números explicam a ambição. A SpaceX, líder no setor espacial, é a empresa fechada mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 800 bilhões. Já a xAI, focada em inteligência artificial, chegou a US$ 230 bilhões em uma rodada recente. E há uma conexão direta entre as duas: a xAI depende da infraestrutura que a SpaceX vem construindo, como o lançamento de data centers no espaço.
Nos bastidores, o movimento reforça as especulações de que Musk quer concentrar seus negócios em uma única estrutura – possivelmente a “X Corp” – e ampliar suas apostas em IA. Se avançar, pode marcar uma das reorganizações mais ousadas da tecnologia recente.
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📉 Corte profundo. Apesar de promessas de que a IA criaria “empregos bem pagos e interessantes”, 2025 contou outra história: os EUA registraram 1,2 milhão de demissões, uma alta de 58% em relação a 2024 e o maior volume desde a pandemia.
O maior impacto veio do setor público. Cerca de 308 mil servidores perderam seus cargos após cortes agressivos do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), comandado por Elon Musk. Na iniciativa privada, o setor de tecnologia registrou 154 mil demissões – sendo 71 mil diretamente ligadas ao avanço da IA.
💭 Para o mercado, cortes costumam reduzir custos e melhorar margens no curto prazo, mas também podem sinalizar perda de fôlego operacional. O ponto-chave é saber se as empresas estão se ajustando para crescer de forma sustentável ou se os cortes refletem consumo fraco e problemas estruturais.
TECNOLOGIA

Imagem: Google | Reprodução
🧠 Cérebro novo. O Google anunciou uma das maiores atualizações do Chrome nos últimos anos, com o Gemini – sua IA generativa – no centro da revolução. A novidade transforma o navegador em um “hub de IA”, com um painel lateral inteligente, geração de imagens integrada e até navegação automática para executar tarefas por você.
O que muda? O Gemini poderá ser acessado por um botão na barra superior, que abre o painel lateral capaz de ler a página que você estiver visitando em tempo real. A partir disso, você pode pedir resumos de vídeos e documentos, comparar produtos, responder e-mails, ler o Daily Fin, salvar arquivos do Drive, checar compromissos na agenda e muito mais. Tudo sem trocar de janela.
A parte visual também ganhou reforço com o Nano Banana, que permite criar e editar imagens diretamente no navegador – como reimaginar um apartamento mobiliado usando apenas comandos escritos (veja este vídeo).
O grande diferencial, no entanto, é o “modo agente”. Agora o Gemini pode navegar, clicar, preencher formulários e executar tarefas sozinho. O usuário só precisa definir quais abas terão acesso e confirmar ações sensíveis, como compras e reservas.
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🤖 Maçã inteligente. A Apple abriu a carteira e realizou a segunda maior aquisição da sua história: a startup Q.ai. Comprada por cerca de US$ 2 bilhões, a operação só fica atrás da compra da Beats, em 2014, por US$ 3 bilhões.
Quem é a Q.ai? Fundada em Israel por Aviad Maizels – um dos nomes por trás da tecnologia do FaceID –, a Q.ai desenvolve sistemas capazes de interpretar expressões faciais, micromovimentos e até comandos de voz “silenciosos”. A tecnologia também capta sinais fisiológicos, como respiração e batimentos cardíacos, abrindo caminho para “traduções” mais personalizadas.
Na prática, é uma IA que interpreta leitura labial e linguagem corporal – ideal para ambientes barulhentos ou para quem prefere discrição – e que poderá ser integrada aos AirPods, Apple Watch e Vision Pro.
A relevância: A compra ocorre em meio à pressão sobre como a Apple irá monetizar seus investimentos em IA. Mesmo com boas vendas do iPhone 17, as ações da empresa quase não reagiram após a divulgação do último balanço, na semana passada.
💭 No fim, a Apple segue na corrida para recuperar espaço em IA, apostando mais na integração da tecnologia aos seus dispositivos do que no desenvolvimento de grandes modelos generativos, como fazem outras big techs.
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção:
💼 Volta ao mercado. Justiça retoma leilão de ativos da MMX, de Eike, com lance mínimo de R$ 63 milhões.
❄️ Frio no caixa. Nevasca nos EUA “congela” receita de aéreas e causa prejuízo de US$ 200 milhões à American Airlines.
🤖 Aposta bilionária. SoftBank está em negociações para investir até US$ 30 bilhões a mais na OpenAI, diz agência.
☕ Café mais forte. Starbucks registra segunda alta seguida nas vendas, de 4%, e sinaliza avanço da reestruturação.
PROGRAMA DE INDICAÇÃO
Quantas pessoas você conhece? Isso pode te render brindes…

RadarFin | Divulgação
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