
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios. Após o empate do Brasil no jogo de ontem (13) por 1 a 1 contra Marrocos, vamos ao que movimenta empresas, tecnologia e dinheiro.
As principais notícias de hoje são:
🐶 Ex-Alpargatas quer emagrecer cachorros.
👨💻 O que veio primeiro: o prompt ou o tijolo?
💸 A guerra dos tokens começou.
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Tempo de leitura: 5,56 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Gabriel Branco, Gabriel Fraga e Gabriel Galantini.
HISTÓRIA DO DIA

Imagem: The Last of Us | Divulgação
Neste dia, em 2013, “The Last of Us” estreou exclusivamente no PlayStation 3, tornando-se um dos ativos mais valiosos da Sony no mundo dos games. Até 2023 – quando o jogo ganhou uma série da HBO –, a franquia havia vendido 37 milhões de cópias.
CONSUMO E VAREJO
Catupiry foi às compras após 115 anos

Imagem: InfoMoney | Reprodução
🧀 Catupiry foi às compras. Após 115 anos, a Catupiry fez sua primeira aquisição: comprou a Lactojara Laticínios, a operação brasileira da Leprino Foods. Caso não conheça, a Leprino é a maior produtora mundial de muçarela e vende produtos de marcas como Bacio, Pic-Nic e Pizza Cheese. O negócio ainda depende da aprovação do Cade e os valores não foram divulgados.
Olhando para trás… A Catupiry foi fundada em 1911, em Lambari, no sul de Minas Gerais, pelos imigrantes italianos Mário e Rosa Silvestrini. Ao longo das décadas, ficou conhecida por seu requeijão – tão popular que o nome da marca passou a ser usado por muitos consumidores como sinônimo do próprio produto.
Agora, a fase é outra. Nos últimos anos, a Catupiry deixou de viver apenas do requeijão. Hoje, fatura mais de R$ 1 bilhão por ano, opera quatro fábricas e tem mais de 130 itens no portfólio, incluindo queijos, cream cheese, manteigas, molhos, pães de queijo, salgados e pizzas.
Por trás do business: A aquisição reforça a diversificação da empresa e aumenta sua capacidade em uma categoria estratégica: a muçarela. A ideia é depender menos de terceiros, ganhar eficiência e fortalecer o chamado food service – canal que atende restaurantes, pizzarias e redes de alimentação. Deu fome aí?
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Ex-Alpargatas quer emagrecer cachorros

Imagem: RadarFin | Reprodução
🐶 Ozempic para cães. Roberto Funari, ex-CEO da Alpargatas, está apostando no controle de peso para cachorros. A Wigow, sua marca de suplementos para cães, está preparando uma linha de snacks voltada à saciedade dos pets. Diferentemente das canetas emagrecedoras usadas por humanos, o produto será um petisco com proteína de salmão, fibras e sais minerais.
Por que isso importa? O Brasil tem cerca de 66 milhões de cães – e 40% estão com sobrepeso ou obesidade. Em uma década, o número de pets acima do peso cresceu 108%. Segundo Funari, muitos tutores ainda não veem o controle de peso dos animais como uma medida importante de prevenção em saúde.
Detalhando… A fórmula foi desenvolvida pela própria empresa e aprovada pelo Ministério da Agricultura. O snack deve ser consumido de uma a quatro vezes por dia, conforme o tamanho do cachorro. Hoje, a Wigow já tem outros cinco produtos no varejo pet e quer chegar a 20 até o fim do ano – com o controle de peso podendo representar 30% da marca.
A meta da Wigow é chegar a R$ 1 bilhão de faturamento em três anos, com o mercado de suplementos caninos podendo atingir R$ 7 bilhões até 2029. Para crescer, a marca aposta em grandes canais de venda, como Petz, Cobasi, Pet Love, Mercado Livre e TikTok Shop, além de influenciadores – que já geram 40% da receita da companhia. No país com a 3ª maior população pet do mundo, prevenção pode ser a próxima fronteira do setor…
TECNOLOGIA
O que veio primeiro: o prompt ou o tijolo?

Imagem: WhatJobs | Reprodução
👨💻 Mãos à obra. Após gastar milhões em contratações para montar seu laboratório de superinteligência, a Meta precisa erguer a infraestrutura que sustenta essas ambições. Para isso, a empresa lançou a America's Workforce Academy, um programa gratuito de cinco semanas para formar profissionais que vão atuar na construção de seus data centers – com emprego garantido aos formados.
Na prática, o foco é qualificar trabalhadores para funções essenciais, mas pouco lembradas na corrida da IA: eletricistas, encanadores, técnicos de fibra óptica e especialistas em refrigeração. Afinal, antes de você pedir conselhos amorosos ao ChatGPT, alguém precisa manter os servidores rodando.
No detalhe… Com investimento inicial de US$ 115 milhões, o programa começa já em 2026 em estados onde a Meta opera grandes data centers, como Louisiana e Texas. Os participantes escolhem uma área de especialização e, ao final do curso, são encaminhados para trabalhar com uma das empreiteiras parceiras da empresa.
Quadro geral: A corrida por inteligência artificial está criando uma demanda gigante por infraestrutura física. Segundo a McKinsey, os investimentos globais em data centers podem chegar a US$ 7 trilhões até 2030.
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💭 E como se expor a esse crescimento pela Bolsa brasileira?
O DTCR39 é o único BDR listado na B3 com exposição exclusiva a esse tema, combinando, em um único investimento, operadores de data centers, fundos de infraestrutura digital e empresas de torres de telecomunicações.
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O motorista ‘mais confiável’ do mundo

Imagem: The Verge | Reprodução
🤖 Quem dirige melhor? A Waymo, empresa de robotáxis da Alphabet, criou um novo modelo para comparar seus carros autônomos com motoristas humanos. Chamado Reference Driver, o sistema simula como uma pessoa cuidadosa dirigiria nos segundos antes de uma possível colisão.
Na prática, a ferramenta funciona como um “motorista padrão” para servir de comparação: ela tenta prever riscos, reagir a movimentos inesperados e escolher a decisão mais segura em cada situação.
A relevância: Modelos anteriores analisavam apenas a manobra de última hora, quando o acidente já estava prestes a acontecer. Agora, o Reference Driver vai além e simula toda a janela que leva até o “susto final” – o momento em que o motorista percebe o risco, sente a surpresa e avalia o que fazer. Com isso, a Waymo consegue avaliar de forma mais realista se seus robotáxis dirigem tão bem quanto uma pessoa cuidadosa (ou melhor).
A novidade chega em meio à expansão acelerada da empresa, que mira 1 milhão de corridas por semana ainda em 2026 e a cobertura de uma área de 3,6 mil km². Nesta semana, inclusive, a Waymo comprou o antigo campo de testes da Apple no Arizona, usado no extinto projeto do Apple Car, por US$ 220 milhões.
SERVIÇOS E FINANÇAS
A guerra dos tokens começou

Imagem: WSJ | Reprodução
💸 IA em promoção? A OpenAI está avaliando reduzir os preços de seus modelos de IA para tentar conter o avanço da Anthropic, dona do Claude. A mudança mira, principalmente, empresas, que pagam pelo uso em tokens – a unidade que mede quanto a IA processa. Na prática, quanto mais comandos, arquivos, contexto e respostas uma empresa usa, maior fica a conta.
A pressão vem do Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic que ganhou força entre desenvolvedores. Para reagir, a OpenAI voltou a priorizar o Codex, sua própria solução para programação. A disputa não é só por quem responde melhor, mas por quem vira a ferramenta padrão no meio corporativo.
O ponto é que, com a IA entrando na rotina das companhias, o custo começou a pesar. Uber e Walmart, por exemplo, já limitaram o uso interno de IA, enquanto a Amazon encerrou um ranking interno de consumo de tokens após os gastos saírem do controle. O fenômeno ganhou até nome: tokenmaxxing – quando equipes gastam muitos tokens sem provar retorno claro para o negócio. Por isso, cortar preços pode ser uma forma de manter as empresas usando IA em larga escala (e dificultar que elas migrem para rivais).
Olhando para frente... Por outro lado, o desafio é que isso aperta ainda mais o caixa: OpenAI e Anthropic ainda queimam bilhões com chips, servidores e data centers. A ver…
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A IA que já criou 50 milhões de projetos

Imagem: RadarFin | Reprodução
💻 Vibe coding em alta. A Lovable, startup sueca de inteligência artificial, virou uma das novas “queridinhas” do mercado. Com menos de três anos de criação, a empresa ultrapassou US$ 500 milhões em receita recorrente anualizada e projeta chegar a US$ 1 bilhão até agosto deste ano. A ferramenta permite criar sites, apps e sistemas internos a partir de comandos em texto – sem exigir conhecimento técnico.
Explicando… Em vez de escrever códigos, o usuário descreve o que quer construir. A partir desse pedido, a Lovable cria produtos digitais, como lojas virtuais, CRMs, sistemas de estoque ou ferramentas de RH. Hoje, já soma mais de 50 milhões de projetos criados e 1 milhão de novos projetos por semana.
Por trás do hype: A empresa mira um público diferente do programador tradicional. Seus clientes incluem fundadores, designers e vendedores que querem tirar ideias do papel sem depender tanto de uma equipe de tecnologia. Para se ter ideia, a startup já é usada por empresas como Uber, HubSpot e Microsoft.
Indo além… O crescimento ajudou a transformar seus cofundadores em bilionários em tempo recorde. Anton Osika (35) e Fabian Hedin (26) têm patrimônio estimado em US$ 1,6 bilhão cada, sendo Hedin um dos poucos bilionários self-made europeus com menos de 30 anos. Agora, a Lovable negocia uma nova rodada que pode avaliá-la em US$ 12 bilhões.
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção:
💧 Sede de nuvem. Amazon diz que seus data centers usaram 2,5 bilhões de galões de água em 2025.
🚀 Fintech em órbita. Revolut planeja oferta e pode valer US$ 115 bilhões, duas vezes mais que o Nubank.
🦾 Aposta de gente grande. Empresa de robótica humanoide levanta US$ 1,4 bilhão com apoio de Nvidia e Amazon.
🏗️ Canteiro da IA. Broadcom, Apollo e Blackstone lançam plataforma de infraestrutura de IA de US$ 35 bilhões.
✈️ Decolagem mais rápida. Embraer conseguiu reduzir em 28% o tempo para produção de aviões comerciais, diz CEO.
ALÉM DA PAUTA
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Quem trabalha com marketing sabe: montar um bom briefing exige olhar dados de performance, entender o que os concorrentes estão fazendo e transformar tudo em pedidos claros para o time criativo.
Para simplificar esse processo, a Viktor funciona como um assistente de marketing dentro do Slack. Você informa a campanha e a ferramenta busca os resultados do último trimestre na Meta e no TikTok, analisa anúncios de concorrentes, escreve o briefing e publica tudo para revisão.
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Your creative brief is due Friday. Viktor wrote it Tuesday.
Tell him the campaign. Viktor pulls last quarter's performance from Meta and TikTok, scrapes competitor ads, drafts the brief, posts it for review. You edit, he ships the creative requests to your designer. Inside Slack.
PROGRAMA DE INDICAÇÃO
Quantas pessoas você conhece? Isso pode te render brindes…

Imagem: RadarFin | Divulgação
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