
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
👀 A Anthropic quer que você use menos… o Claude?
🤔 O que a IA pensa, mas não diz?
📸 Suas fotos do Instagram nas mãos de qualquer um?
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Tempo de leitura: 5,24 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Gabriel Branco, Gabriel Fraga e Gabriel Galantini.
HISTÓRIA DO DIA

Imagem: X | Reprodução
Neste dia, em 1996, Michael Jordan renovou com o Chicago Bulls por US$ 30 milhões – o maior salário já pago por uma única temporada na NBA até então. Um ano depois, o próprio astro quebraria o recorde ao receber US$ 33,1 milhões.
MODELOS E FERRAMENTAS
A Anthropic quer que você use menos… o Claude?

Imagem: Anthropic | Reprodução
🔎 Uso sob análise. A Anthropic lançou o Reflect, um novo painel que mostra como cada pessoa usa o Claude e ajuda a avaliar se o uso está alinhado aos seus objetivos. Na prática, o Reflect reúne as atividades dos últimos meses e mostra os principais assuntos discutidos, o dia mais ativo, o horário de pico e o total de conversas.
O painel também permite configurar horários silenciosos e lembretes para fazer uma pausa, além de apresentar perguntas como: “O que você quer continuar fazendo sozinho, mesmo que o Claude possa fazer mais rápido?”. Por enquanto, o tempo total de uso ainda não aparece, mas deve ser incluído no futuro.
Indo além… A ferramenta analisa como o usuário trabalha com a IA com base em quatro critérios: delegação, descrição, discernimento e diligência. Se perceber, por exemplo, que a pessoa repete o mesmo contexto em várias conversas, pode sugerir a criação de um Projeto. Conversas anônimas, ferramentas conectadas e interações ligadas à saúde não entram na análise.
Por trás do business: O Reflect segue a lógica do Screen Time, da Apple, e do Spotify Wrapped, que transformam hábitos de uso em dados fáceis de visualizar. O formato também remete ao Gmail Meter, criado pelo Google em 2012 para mostrar quanto espaço o e-mail ocupava na rotina digital. A diferença é que o painel da Anthropic vai além dos números e sugere formas de usar a IA de maneira mais eficiente.
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Meta abre sua IA para desenvolvedores

Imagem: RadarFin | Reprodução
💻 API liberada. A Meta liberou o Muse Spark para desenvolvedores e lançou uma versão atualizada do modelo, o Muse Spark 1.1. Com isso, a empresa passou a cobrar pelo acesso via API, entrando de forma mais direta na disputa com OpenAI e Anthropic.
No detalhe… Segundo a Meta, o Muse Spark 1.1 é seu modelo mais avançado para programação e agentes de IA. Ele pode escrever e corrigir códigos, usar ferramentas externas, interpretar textos, imagens e vídeos e realizar tarefas complexas com pouca intervenção humana.
Relembrando… Apresentado em abril, o Muse Spark foi o primeiro modelo de raciocínio e texto criado pela equipe de superinteligência da Meta. O grupo tenta diminuir a distância para os concorrentes e desenvolver o que a empresa chama de “superinteligência pessoal”. Até agora, a API estava disponível apenas para alguns parceiros.
Por trás do business: Em uma publicação no X, Zuckerberg afirmou: “Nosso foco é entregar modelos agênticos e multimodais robustos a um custo muito baixo”. O Muse Spark custará US$ 1,25 por milhão de tokens processados e US$ 4,25 por milhão de tokens gerados. Ainda assim, os valores superam os cobrados pelos modelos de entrada da OpenAI e da Anthropic: o GPT-5 mini e o Claude Haiku 4.5.
TRABALHO E PRODUTIVIDADE
IA no escritório – parte 1: Claude

Imagem: Engadget | Reprodução
🤳 Na palma da mão. A Anthropic anunciou que o Claude Cowork agora também funciona pelo celular e pela web, permitindo que o agente de IA continue executando tarefas mesmo com o computador desligado. Antes, era necessário manter uma sessão aberta no aplicativo para desktop. Por enquanto, o recurso está disponível apenas para assinantes do plano Max, que custa R$ 550 por mês.
Relembrando… O Cowork funciona como um assistente para tarefas administrativas. Com acesso a arquivos, aplicativos e outras ferramentas, ele consegue planejar e executar atividades em várias etapas, como criar relatórios, organizar planilhas e agendar rotinas.
Pelo celular, o usuário pode, por exemplo, pedir que o Cowork prepare uma apresentação durante a madrugada. O agente reúne informações de e-mails, transcrições e notícias, monta um briefing e deixa uma mensagem pronta – mas não enviada – para revisão pela manhã.
A relevância: A novidade faz parte de uma corrida das empresas de IA para levar seus produtos além dos chatbots e integrá-los à rotina de trabalho. Em uma análise de 1,2 milhão de sessões, a Anthropic identificou que 33,4% do uso do Cowork envolve tarefas corporativas.
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IA no escritório – parte 2: ChatGPT

Imagem: Tecnoblog | Reprodução
💼 OpenAI responde. Dois dias após o anúncio da Anthropic, a OpenAI apresentou o ChatGPT Work, seu próprio agente para tarefas corporativas – alimentado pelo novo GPT-5.6. Segundo a empresa, ele pode trabalhar por horas, dividir projetos em etapas e entregar planilhas, apresentações e até aplicativos prontos.
Na prática, o Work aproveita a tecnologia do Codex – originalmente voltado à programação – para executar as tarefas. Por meio de plugins, o agente acessa ferramentas como Slack, Microsoft Teams, Google Drive, e-mails e sistemas de CRM para buscar informações e realizar fluxos completos de trabalho.
No computador, o destaque é o Computer Use. Com o novo aplicativo, a IA pode controlar a tela, clicar, digitar e mover arquivos entre programas e abas do navegador.
Quadro geral: Para OpenAI e Anthropic, a aposta é clara: o ganhador da era da IA não será necessariamente quem tiver os melhores modelos, mas quem conseguir dominar a maior parte do expediente.
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SEGURANÇA E CONTROLE
O que a IA pensa, mas não diz?

Imagem: Axios | Reprodução
🧠 Pensamento silencioso. Pesquisadores da Anthropic descobriram que o Claude usa um pequeno conjunto de padrões neurais para manter e trabalhar com ideias sem colocá-las em palavras. Batizada de J-space, a estrutura funciona como um espaço interno de raciocínio e surgiu espontaneamente, sem ter sido programada diretamente.
Explicando… O J-space é diferente da chamada “cadeia de pensamento”, em que as etapas do raciocínio aparecem em texto. Ele funciona de forma interna, permitindo que o Claude mantenha uma ideia em mente enquanto realiza outra tarefa. Em um teste, o modelo foi instruído a pensar na Golden Gate Bridge enquanto copiava uma frase sem relação com o tema. A resposta final não citou o assunto, mas termos como “ponte” e “Califórnia” foram ativados nesse espaço interno.
Indo além… Os pesquisadores também conseguiram alterar o J-space e mudar as respostas. Ao substituir internamente “aranha” por “formiga”, o Claude disse que o animal que produz teias tem seis patas, não oito. Quando o J-space foi bloqueado, o modelo continuou escrevendo e lembrando fatos simples, mas praticamente perdeu a capacidade de resolver tarefas com várias etapas.
A relevância: A descoberta pode ajudar a Anthropic a identificar o que o Claude está “pensando, mas não dizendo”. Em modelos treinados para sabotar códigos ou fabricar dados, termos como “fraude” e “manipulação” apareceram no J-space mesmo quando a resposta parecia normal. Isso não prova consciência, mas sugere uma divisão entre o raciocínio interno e as respostas – semelhante, em parte, à mente humana.
Extra: O nome “J-space” vem de Jacobian, conceito matemático usado na técnica criada pelos pesquisadores para identificar os padrões internos.
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Suas fotos do Instagram nas mãos de qualquer um?

Imagem: Firstpost | Reprodução
🎭 Rosto emprestado. Dias após apresentar o Muse Image – seu novo modelo de geração de imagens por IA –, a Meta virou alvo de críticas. Uma das funções da ferramenta permite mencionar o @ de um perfil público do Instagram e criar imagens com suas fotos sem autorização prévia.
O recurso está ativado automaticamente para adultos com contas públicas. Na prática, alguém pode transformar você em um personagem, alterar seu rosto, roupas ou contexto e compartilhar o resultado. Perfis privados e usuários menores de 18 anos ficam de fora.
Como impedir isso? No Instagram, basta abrir o menu do perfil, acessar “Compartilhamento e reutilização” e desmarcar as permissões para que posts e reels sejam usados em criações com recursos de IA da Meta.
A empresa diz que o Muse possui mecanismos de segurança e removerá conteúdos que violem suas regras. Ainda assim, o modelo voltou a gerar críticas sobre consentimento e privacidade, já que as pessoas não são avisadas quando suas fotos são utilizadas.
💭 Na corrida da IA, a Meta ganhou uma vantagem poderosa: bilhões de fotos prontas para alimentar seus modelos. Porém, inverteu a lógica do consentimento: fotos podem ser usadas primeiro – e bloqueadas só depois.
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
Confira outras notícias cujos números surpreenderam nossa equipe e que podem mudar sua percepção.
🏎️ Freio no luxo. Entregas da Porsche caem -16% no 1º semestre e atingem menor nível em seis anos.
⚡ Energia de sobra. Meta constrói data center gigante no Canadá com energia equivalente a 800 mil casas.
⚖️ Conta trilionária. Ações contra a Meta na Justiça americana preveem multas de US$ 1,4 trilhão.
💻 O amor está no ar. Lovable, startup de ‘vibe coding’, negocia dobrar seu valor de mercado para US$ 13,2 bilhões.
📮 Parceria carimbada. Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões com Correios para prestação de serviços postais.
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Imagem: RadarFin | Divulgação
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