
— edição Business —
Bom dia! Este é o Daily Fin Business – nossa edição especial aos domingos, com insights e notícias sobre o mundo dos negócios.
As principais notícias de hoje são:
✈️ Brasil bate recorde histórico com turismo em alta.
🌐 Wikipédia faz 25 anos em meio ao declínio da internet feita por humanos.
🤖 Em novo desafio ao Google, OpenAI aposta em tradutor do ChatGPT.
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Tempo de leitura: 5,23 minutos.
Escrito por: André Hermeto, Clara Vasconcelos, Gabriel Branco e Gabriel Fraga.
PARA AVALIAR O IMPACTO 💭
Brasil bate recorde histórico com turismo em alta

Imagem: National Geographic | Reprodução
Cofres cheios. O turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões entre janeiro e outubro de 2025 – o maior valor da série histórica, iniciada em 2011. O resultado representa um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024.
Entre os destaques, o transporte aéreo movimentou R$ 48 bilhões, com alta de 10,2%, enquanto o setor de alimentação faturou R$ 28,3 bilhões – um avanço de 6,2%.
O Brasil também teve seu melhor ano no turismo internacional, com 9,28 milhões de visitantes estrangeiros em 2025 – um salto de 37,1% frente a 2024, que até então detinha o recorde.
O número superou em 34,6% a meta do Plano Nacional de Turismo, que previa 6,9 milhões de chegadas ao longo do ano. Na prática, o país recebeu o equivalente a uma Áustria inteira em visitantes.
Do total, mais de 3,3 milhões de gringos eram argentinos, seguidos por chilenos (801 mil) e americanos (759 mil). ✈️
Como consequência, nos aeroportos, a movimentação também foi histórica: cerca de 130 milhões de passageiros circularam pelos terminais brasileiros ao longo do ano, um crescimento de 9% sobre 2024.
💭 À luz desses números, o quadro reforça uma tendência clara de retomada do setor. O desafio agora é transformar o pico em padrão – e manter o Brasil como destino de destaque no turismo global.
SERVIÇOS

Imagem: Fast Company | Reprodução
📚 “Olá, mundo”. Foi assim, de forma simples, que tudo começou. Em 15 de janeiro de 2001, Jimmy Wales publicou a primeira mensagem em um site ainda vazio: a Wikipédia. A ideia era ambiciosa: criar uma enciclopédia gratuita, colaborativa e acessível a qualquer pessoa com internet. Vinte e cinco anos depois, o experimento virou a maior fonte de informação online do planeta.
Hoje, a Wikipédia reúne mais de 65 milhões de artigos em mais de 300 idiomas. Em português, já são cerca de 1,1 milhão de artigos. Tudo isso escrito e revisado por cerca de 250 mil voluntários ao redor do mundo, fazendo da Wikipédia o nono site mais visitado da internet.
Por trás da operação, está a Fundação Wikimedia, uma entidade sem fins lucrativos que se mantém, majoritariamente, por doações – em média, de US$ 11 por pessoa. Mas o cenário está mudando. No último ano, o tráfego humano caiu -8%, enquanto cerca de 65% dos acessos mais intensos vieram de bots de IA.
De olho nesse “novo mundo”, a Wikipédia anunciou, em seu aniversário de 25 anos, acordos comerciais com empresas de IA como Amazon, Meta, Microsoft, Perplexity e a francesa Mistral AI.
✽✽✽
🚁 Novo vizinho no céu. Se você mora nos Estados Unidos, prepare-se: os drones estão chegando. A Walmart anunciou planos de expandir seu serviço de entregas aéreas para mais 150 lojas no país ao longo do próximo ano. Hoje, a operação funciona em pouco mais de 20 unidades – mas, em breve, milhões de consumidores terão compras “caindo do céu”.
Como funciona? O cliente faz o pedido pelo app. Funcionários da loja separam os produtos, colocam em embalagens e acoplam aos drones, que voam de forma autônoma, com monitoramento remoto. A entrega não exige pouso: o pacote é baixado por um cabo diretamente no quintal ou na porta da casa. Segundo o Walmart, a maioria das entregas chegará em até 30 minutos.
E o Walmart não está sozinho. A Amazon segue ampliando o Prime Air e quer chegar a 500 milhões de entregas por drones anuais até 2030. A Uber Eats também está testando o modelo em algumas cidades americanas. No Brasil, o iFood já realiza entregas com drones e os Correios fizeram uma entrega simbólica em Curitiba, no ano passado.
Olhando para frente… A agência de aviação dos EUA (FAA) está perto de concluir uma nova regra que irá liberar voos comerciais de drones além da linha de visão, sem exigir supervisão humana contínua – algo essencial para escalar o modelo.
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Imagem: Kinzoo | Reprodução
💰 Do viral ao financeiro. O maior YouTuber do planeta acaba de dar um passo além do entretenimento. MrBeast, que soma 461 milhões de inscritos, atraiu um investimento de US$ 200 milhões da BitMine Immersion Technologies – a maior detentora mundial da criptomoeda ether.
Caso não conheça, MrBeast é o pseudônimo de Jimmy Donaldson, de 27 anos, famoso por vídeos virais e realities que parecem videogames da vida real. Seu canal já soma mais de 5 bilhões de visualizações por mês. Recentemente, ele estreou, no Amazon Prime Video, a 2ª temporada do “Beast Games” – reality com mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões.
Quadro geral: Além de tudo isso, MrBeast também possui o MrBeast Burger, a marca de snacks Feastables e até um parque temático na Arábia Saudita. Nos bastidores, ele já flertava com o mundo financeiro. Em outubro, registrou a marca “MrBeast Financial” – projeto que envolve uma plataforma de criptomoedas.
Voltando ao negócio da BitMine… A lógica do investimento é simples: transformar cada vídeo em uma porta de entrada para o uso de cripto. Competições viram testes práticos e audiência vira ativação de carteira. Creator economy e mercado financeiro estão falando a mesma língua…
✽✽✽
⚡ A corrida agora é pelo cobre. A Amazon Web Services fechou um acordo de dois anos com um projeto de mineração da Rio Tinto – que se tornou, no ano passado, a primeira nova fonte de cobre dos EUA em mais de uma década.
O que está por trás? A Amazon vem garantindo energia e, agora, materiais críticos para seus data centers. Em 2025, a big tech firmou uma parceria com a Talen Energy para fornecimento de energia nuclear. Agora, o foco é o cobre – essencial para fios, barramentos, placas, transformadores e outros componentes. Grandes data centers consomem dezenas de milhares de toneladas métricas do metal.
O mercado já está sentindo o impacto. Os preços do cobre bateram máximas históricas em Londres e Nova York. Os contratos futuros subiram 41% no ano passado e, recentemente, passaram de US$ 6 por libra pela primeira vez. Executivos e analistas alertam que a escassez pode frear o boom da IA – afinal, depois de ser descoberta, uma mina de cobre costuma demorar mais de 20 anos para começar a operar.
Segundo um estudo da S&P Global, a IA deve elevar a demanda por cobre em 50% até 2040. É por isso que acordos com compradores garantidos, como o da Amazon, viram peças-chave. 🔌
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Imagem: OpenAI | Reprodução
🧠 Escala máxima. A OpenAI fechou um acordo para garantir o futuro de seus modelos de inteligência artificial. O acordo prevê a compra de até 750 megawatts de capacidade computacional da Cerebras Systems nos próximos três anos, em um contrato de mais de US$ 10 bilhões.
Hoje, a Cerebras busca levantar US$ 1 bilhão, com valor de mercado estimado em US$ 22 bilhões, e já prepara um IPO – e o contrato com a OpenAI serve como um “selo de validação”.
Indo mais a fundo… A Cerebras é uma empresa de chips de IA, focada em arquiteturas para treinar e rodar modelos em alta velocidade. Seu “trunfo” é o WSE-3, um chip do tamanho de um prato com 4 trilhões de transistores – 57x maior que o H100 da Nvidia.
O movimento também reforça a estratégia da OpenAI de diversificar fornecedores. Nos últimos meses, a empresa firmou acordos com Nvidia, AMD, AWS e Broadcom, acumulando compromissos que já superam US$ 1,4 trilhão.
💭 No fim das contas, a corrida da IA nos mostra que o limite já não é mais o algoritmo – e sim a infraestrutura e a energia para rodá-lo.
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🤖 Traduções disputadas. A “briga” das big techs pela liderança em IA avançou para mais um setor: o das traduções. A OpenAI lançou o ChatGPT Translate, que promete mexer no domínio histórico do Google Tradutor. A novidade segue o visual tradicional de “caixas de entrada e saída”, mas traz um diferencial: o uso da IA para ajustar tom, contexto e público-alvo da tradução – algo que o Google ainda não faz tão bem.
Na prática, o usuário pode pedir versões mais formais, simples ou acadêmicas, além de continuar a conversa com o chatbot para refinar o texto sem precisar recomeçar do zero. O recurso suporta mais de 50 idiomas e funciona em uma página própria – veja aqui.
Mas nem tudo são flores… O ChatGPT Translate ainda não traduz imagens, documentos ou páginas da web – tarefas que o Google domina há anos. O suporte também é limitado e com poucas informações técnicas divulgadas.
Enquanto isso, o Google integrou, no mês passado, seu Tradutor ao Gemini, tornando as traduções de gírias e expressões idiomáticas mais precisas. Basicamente, é como se o Google pudesse explicar, em qualquer idioma, o que significa “chutar o balde” ou “encher linguiça”.
NÚMEROS QUE BALANÇAM 🔎
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🤖 Conta salgada. Microsoft caminha para gastar US$ 500 milhões por ano com IA da Anthropic.
✂️ Ajuste pesado. Ercisson estuda demitir 12% dos funcionários na Suécia em redução de gastos.
💰 Cofre aberto. Luciano Hang anuncia bônus de R$ 90 milhões a funcionários da Havan.
📈 Gigante financeira. Ativos da BlackRock disparam acima de US$ 14 trilhões após trimestre recorde.
😎 Visão de futuro. Meta quer dobrar produção de óculos com IA após salto nas vendas.
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RadarFin | Divulgação
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